Let's talk with // Renata, Nothing to Wear


Conheci a Renata há cerca de um ano, quando a Sara do S de Salada partilhou um dos seus serviços. Na altura adorei logo o conceito da marca e comecei a acompanhar de perto o trabalho da Nothing to Wear. Recentemente, a Inês 3D falou também dos serviços da Renata e ambas percebemos que ela tinha que fazer parte de um projeto que eu estava a criar (e que estou ansiosa por revelar!)

A Renata disse logo que sim ao nosso convite e foi maravilhoso a cumplicidade que criámos no dia que passámos todas juntas.

Percebi logo que tinha que partilhar convosco o talento desta mulher. Estou encantada com os serviços e super ansiosa por marcar uma manhã com a querida Renata!

1. A Renata é...

[R] Sou determinada, persistente, adoro viajar e conhecer lugares novos. Dizem que tenho a capacidade de achar coisas e lugares diferentes. Que estou sempre à frente em saber as novidades. Apesar de ter formação em finanças e ter trabalhado muito tempo no mercado financeiro, a minha grande paixão sempre foi a moda e as suas histórias.

2. Quando é que começa o teu dia?

[R] Como tenho 3 filhos, o meu dia começa depois que os arrumo e levo à escola. Apesar de passar grande parte do meu dia a pesquisar na internet e trabalhar no computador, ainda sou da moda antiga e adoro uma agenda. Planejo meu dia tomando um bom café e a anotar as tarefas e compromissos diários.

3. Quando é que surgiu esta paixão pelo mundo da beleza e quando é que decidiste tornar disso o teu negócio?

[R] Quando surgiu propriamente não sei... ahah. Sempre me interessei pelas novidades e tendências, compro até hoje todas as revistas de moda. Gosto de saber o que está por trás de cada marca, da sua essência. Adoro ver transformações e saber as últimas tendências.

4. Fala-nos da Nothing to Wear? Como e quando é que surgiu este teu conceito?

[R] A Nothing to Wear nasceu de repente numa conversa com a minha sócia, uma das minhas melhores amigas, digo até que é irmã gêmea, pois o que uma pensa a outra já sabe, a Camila. A Camila também veio do mercado financeiro, e também sempre foi apaixonada por moda, é aquela amiga que sempre vai junto às compras. Estávamos muito cansadas do mercado financeiro, tínhamos filhos e queríamos trabalhar com horários mais flexíveis e com o que mais gostávamos de fazer: moda.

Tínhamos o guarda-roupa lotado, mas sempre na hora de escolher o que vestir tínhamos a sensação de não ter nada. Dávamos dicas a amigos, à família na hora de escolher a roupa, mas com a nossa era sempre uma dificuldade.

Sabíamos que muitas pessoas passavam pelo mesmo problema, compravam muitas roupas e sempre tinham a sensação de nunca ter o que vestir.

Nas minhas pesquisas, achei um curso para me tornar consultora, disse à Camila que devíamos fazer para trabalhar com moda, já que amávamos, e nos daria prazer e traria a flexibilidade de horário que queríamos. A Camila é mais pé no chão, eu sou mais impulsiva. Me matriculei primeiro, comecei o curso e na primeira aula já sabia que esse era o trabalho da minha vida.

Pouco tempo depois, nasceu a Nothing to Wear. Enquanto fazíamos o curso e desenvolvíamos a idéia, como não tínhamos muito capital para investir, eu mesma fiz o website. Não me perguntem como, assisti tutoriais e fui fazendo. Pedi a uma amiga que desenvolvesse o nosso logo. E dias depois, o site estava no ar!

Quando falamos de consultoria de imagem, temos algumas resistências. Alguns pensam que vamos transformar todo o guarda roupa em peças que estão na moda, nas montras e revistas. Outros acham que estamos dizendo que a pessoa não se veste bem e precisa de ajuda. Ainda tem uns que pensam que não terão dinheiro, pois só iremos sugerir peças fora do orçamento pessoal financeiro.

Não é nada disso! O serviço da Nothing to Wear consiste em identificar o estilo pessoal, o que a pessoa se sente bem em vestir, em que lojas e marcas gosta de comprar, quanto gasta em média em uma peça de roupa. Respeitamos o gosto, oorçamento e o objetivo de cada um. O que fazemos é moldar de acordo com o biótipo físico, com o tipo de rosto e o estilo que a pessoal. É uma consultoria individual na pessoa, no nosso Cliente.

Oferecemos junto a esse estudo, um teste de coloração pessoal, onde identificamos por meio de uma análise da cor de pele, cabelos e olhos, o melhor conjunto de cores de cada cliente, trazendo mais harmonia, disfarçando as imperfeições e valorizando suas qualidades.

Avaliamos e selecionamos o que realmente faz diferença no guarda-roupa atual, e reorganizamos as peças com novas combinações a favor dos objetivos de cada um. Somos a favor de um consumo consciente, incentivamos o aproveitamento das peças existente combinando novos looks, dando um olhar diferente à peça. Os looks são registrados em fotos para que possam ser consultados sempre que precisar. O guarda-roupa perfeito deve refletir o estilo de cada um, e fazer cada cliente se sentir bem, bonita e inspirada todos os dias.

5. Mudaste para Lisboa e é aqui que te focas no teu mercado. Porquê trabalhar com portuguesas e no que é que são diferentes das mulheres brasileiras? :)

[R] Na verdade a Nothing to Wear existe aqui e no Brasil. A minha sócia, a Camila, faz o trabalho presencial lá e eu aqui. Mas todo nosso trabalho de pesquisa, e no portfólio de cada cliente é feito a 4 mãos. Não trabalho só com portuguesas, tenho clientes brasileiras e angolanas aqui também, mas quero ser reconhecida localmente e para isso preciso cativar a confiança das portuguesas. Acho que a diferença entre elas tem a ver com o clima e a cultura. No Brasil o clima é tropical, e as pessoas refletem isso com roupas mais coloridas, usam mais acessórios. Mas tenho visto muita mudança na imagem das portuguesas, como Portugal agora está no radar do turismo, essa mistura cultural tem trazido muitas novidades no que diz respeito à moda por aqui.

6. O teu trabalho foca-se apenas em trabalhar com mulheres ou recebes também pedidos de homens para fazer testes de cor, organizar closet, etc?

[R] Hoje ainda 90% são mulheres, mas já tivemos clientes homens. Nosso trabalho é indiferente de sexo, toda a gente quer saber com que cor fica melhor, como combinar novos looks com as peças que tem, como se vestir para trabalho ou para um jantar, ou como se vestir sem salientar as partes do corpo que não gosta e etc.

Trabalhamos também no ambiente corporativo, entendemos o dress code de cada empresa e damos palestras aos funcionários, mostrando a importância deles se vestirem adequadamente, pois eles refletem a imagem da empresa ao mercado.

Diria que adoramos o que fazemos e o nosso trabalho foca-se em valorização pessoal, aumento de auto-estima e também colaborar na definição dum estilo pessoal e sustentável.

7. Bem sei que trabalhar por conta própria nem sempre é fácil. Fazemos o trabalho de uma equipa inteira e torna os nossos dias muito intensos, certo? Tendo o teu próprio negócio/marca, quais foram as tuas maiores dificuldades ou medos quando iniciaste esta tua jornada? E quais as maiores forças?

[R] O maior medo, sem dúvida foi como vou ter clientes num país onde não conheço ninguém. Minha maior força sempre foi a persistência, se eu quero e acredito no que estou fazendo é difícil me tirar a idéia da cabeça.

8. Ainda falando sobre ter a nossa própria marca, o grande medo de muitas das pessoas é não conseguir clientes e, consequentemente, não tirar rendimento do seu trabalho. O que achas que foi fundamental para conseguires os teus primeiros clientes? Algumas dicas para quem quer iniciar uma percurso destes, no mundo do empreendedorismo?

[R] O fundamental foi minha cara de pau, ahah. Mandei mensagem para artistas, blogueiras e pessoas influentes em Portugal, explicando meu serviço e oferecendo a consultoria. Acho que apenas duas me responderam...

E minha primeira cliente aqui foi uma atriz brasileira que mora em Lisboa há muito tempo, a Joana Balaguer. Ela se apaixonou pelo trabalho e começou a divulgar nas mídias sociais dela. Além de ganhar uma cliente, tive a sorte de ganhar uma grande amiga. Hoje qualquer trabalho que ela faz eu sou a stylist.

A dica que dou é: se você confia no seu trabalho/negócio, não tenha vergonha de apresentá-lo às pessoas. Tenho certeza que alguém irá te abrir a porta. E aí basta mostrar o que sabe fazer, que pode até demorar um pouco, mas o resultado vai aparecer.

9. Ter uma marca com as redes sociais activas e bem construídas é fundamental para o sucesso da nossa marca. Consideras que apostar nas redes sociais tem feito diferença no teu negócio? Qual delas achas que é o ponto forte na tua comunicação? (Instagram, Facebook, Pinterest, etc).

[R] Como “vendo” um serviço, o melhor marketing é a indicação das clientes, e isso hoje em dia é muito feito nas mídias sociais. Temos muitos relatos de clientes no instagram, e muitas clientes vindo através de lá. Então apesar de termos facebook e Pinterest, hoje o instragam nos traz mais resultado.

10. O que é que a vossa marca vos trouxe de melhor?

[R] Eu imaginava que a Nothing to wear iria me fazer trabalhar com roupa, fazer compras, desfiles... sim isso a NTW faz. O que eu não sabia era que junto de tudo isso, eu iria trabalhar com a auto estima das pessoas, com a felicidade de cada cliente em se olhar no espelho. É muito gratificante saber que você fez o outro se sentir melhor, mais feliz, mais bonito.

11. Onde te imaginas daqui a 5 anos?

[R] Quero que a NTW seja reconhecida em Portugal, no Brasil e quem sabe em outros países. Temos um projeto que ainda é bem embrionário, que junta a NTW e a tecnologia, e vai facilitar a vida de toda a gente. Mas isso ainda não posso contar.

Obrigada querida Renata.

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