Let's talk with // Ana Roldão, So Grateful


Conheci a Ana o ano passado, perto da altura do Verão, quando ela me procurou para a ajudar a criar a sua marca. Ambas vivemos em Londres e isso foi um factor para que rapidamente nos tornássemos próximas. A Ana é uma pessoa doce, meiga e muito [muito!] amiga.

O destino quis que as nossas vidas se cruzassem de forma mais intensa e, através dos grupos de engagement que criei no Instagram, criámos um elo de ligação muito forte. A amizade de Instagram passou para encontros regulares, brunch's deliciosos, jantares no melhor vegetariano de Londres e, acima de tudo, passou para uma amizade verdadeira e pura.

Recentemente lançou o seu site, o qual me deu muito prazer criar.

Hoje recomeçamos as entrevistas e não podia escolher uma pessoa que não me fosse querida do coração. Aqui fica:

1. A Ana é...

R: [AR] Trabalhadora, sonhadora, aventureira, tem uma vontade insaciável de aprender e é grata, muito grata pela vida que tem.

2. Como e quando é que começa o teu dia?

[AR] Eu não sou uma “morning person”, demoro a acordar e a despertar, por isso programo a minha vida para conseguir ter umas manhãs calmas.

O meu dia começa naturalmente por volta das 8h, sem pressa e sem despertador. Acordo, bebo alguma coisa quente, faço a minha meditação, o meu ritual #gratefulmornings e depois tomo o pequeno-almoço.

A partir daí começa o meu dia de trabalho, seja em casa ou no restaurante.

3. Conta-nos como surgiu o teu interesse pelas escolhas saudáveis e a tua paixão pela alimentação?

[AR] A alimentação saudável surgiu na minha vida há muitos anos, nem sei bem quantos.

Desde sempre este estilo de vida esteve presente na minha família e sempre tomámos suplementos nutricionais.

Para mim, sempre foi natural, desde muito cedo percebi que havia alguma coisa muito errada com a forma como nos alimentamos e com a indústria alimentar.

4. Em que altura sentiste que ser health coach era o caminho?

[AR] A minha carreira na industria da nutrição e do bem-estar teve inicio quando eu tinha 18 anos e comecei a trabalhar com uma conhecida marca suplementos nutricionais.

Nessa altura comecei a ter formação de nutrição e ajudava pessoas a fazerem a transição para uma alimentação mais saudável. Foi aí que me apaixonei por trabalhar com pessoas, aprendi a não julgar ninguém sem antes saber a sua história.

Com o passar do tempo senti necessidade de ter mais formação para conseguir fazer um trabalho cada vez melhor, e foi numa pesquisa pela internet que encontrei o curso de Health Coach do IIN. Fez-se imediatamente um click! Era mesmo aquilo!

Eu não queria fazer um típico curso de nutrição da universidade, nunca acreditei na nutrição que conta calorias. E este curso ensina-nos uma nutrição menos baseada nos números e mais focada no individuo como agente de mudança.

Mas na altura ainda me fazia confusão fazer um curso on-line e o valor era alto demais para aquilo que eu conseguia pagar, acabou por ficar só no plano do sonho.

Só quando vim para Londres os astros se alinharam e eu tomei a decisão de fazer o curso.

5. Já moras fora de Portugal há algum tempo. Consideras que essa mudança teve impacto no teu percurso, ou é meramente uma morada diferente?

[AR] Desde pequena que ouvia dizer que para a nossa vida mudar nós temos que mudar primeiro, e foi isso que aconteceu com a minha vinda para Londres.

Se eu não tivesse dito “SIM” a esta aventura nunca teria feito este percurso maravilhoso nestes dois anos.

Fiz formação em áreas que em Portugal nunca seria possível ganhei um conjunto de skills que me distinguem como profissional e que eu nunca teria adquirido se tivesse ficado em Portugal.

Se eu pudesse dar um conselho a quem está a começar agora uma carreira seria: - vai ter uma experiência de trabalho fora do país.

Não me tornou melhor, mas tornou-me claramente diferente!

6. A Ana que está hoje aqui é diferente da Ana antiga. Em quê?

[AR] Existe uma grande diferença entre a Ana antiga e a Ana que está hoje a responder a esta entrevista.

A diferença é a auto-confiança. Ou melhor, a diferença está no facto de hoje acreditar que realmente posso alcançar todos os meus objectivos, que posso ser feliz a fazer o que gosto e que não existem sonhos grandes demais - basta transformá-los em objectivos.

A Ana antiga estava resignada, achava que tinha de estar limitada ao que as pessoas esperavam dela e à sociedade em que vivia.

A mudança para Londres deu-me liberdade e abriu-me horizontes.

7. Um dos serviços que ofereces é acompanhares os clientes nas compras do mercado. Sentes que as pessoas não sabem mesmo comprar as coisas certas, ou por outro lado, até sabem mas o que lhes falta é um compromisso?

[AR] Eu adoro ir ao mercado, principalmente o Borough Market. É o meu passatempo preferido, sou capaz de passar lá horas a descobrir todas as novidades e a falar com os produtores. Volto para casa super inspirada.

Por isso o meu principal objectivo com este serviço é muito mais do que ler rótulos, quero inspirar as minhas clientes para uma alimentação mais diversificada e para o consumo de novos alimentos.

Muitas vezes vamos ao mercado e vemos alimentos que até nos despertam a curiosidade mas depois não sabemos como os usar. É aí que eu entro!

Eu ajudo a escolher um pequeno cabaz com um conjunto de alimentos que não façam parte da rotina alimentar da minha cliente, e depois vamos para casa cozinhar.

8. Hoje em dia a alimentação saudável parece ser o assunto do momento, as redes sociais estão cheias de fotos de comida saudável. Acreditas que é apenas uma moda, ou as pessoas estão realmente a tomar mais consciência sobre este tema?

[AR] Sim, é uma moda, sem dúvida! E Como todas as modas vai passar.

Mas acho que nem tudo é mau, acredito que muitas pessoas estão realmente a acordar para o tema e vão conseguir manter este estilo de vida a longo prazo.

O próprio mercado está a mudar. Os consumidores estão muito mais informados e estão mais exigentes com a industria alimentar.

9. Quem te procura são maioritariamente mulheres? Consideras que é vantajoso ser mulher na área do Health Coaching?

[AR] Sim, quem me procura são maioritariamente mulheres.

Isto acontece porque quando partilho a minha mensagem falo para mulheres, talvez porque seja mais confortável para mim trabalhar com mulheres.

Acredito que se eu fosse um homem o meu público seria maioritariamente masculino.

Não foi nada planeado, aconteceu naturalmente, eu por ser mulher identifico-me mais como público feminino.

10. Existem já muitos health coaches, porque é que achas que as pessoas te procuram a ti? O que tens de diferente?

[AR] Eu recuso-me a pensar nas outras Health Coaches como competição. Para mim são todas uma grande fonte de inspiração.

Cada uma de nós tem uma história única e uma mensagem diferente para passar ao mundo.

O nosso propósito maior é ajudar as pessoas numa mudança para uma vida mais saudável e mais feliz e por mais que queiramos nunca vamos conseguir ajudar toda a gente. Temos todas a ganhar se nos unirmos como equipa para uma missão muito maior.

A mensagem particular que eu tenho para passar ao mundo é que tudo tem o seu tempo.

Vão haver dias em que nos vamos sentir perdidas e em que nada parece fazer sentido. Mas se nunca nos esquecermos do que nos fez começar e mantivermos as nossas acções alinhadas com os nossos objectivos tudo vai acontecer.

Para viver de forma saudável não precisamos de ter uma vida perfeita. Podemos viver no meio de um turbilhão, uma cidade caótica e ainda assim encontrarmos mecanismos para conseguirmos viver bem e com energia.

É óbvio que vão haver dias em que estamos de rastos, em que parece que nada faz sentido, mas se pararmos por 1 min, respirarmos e fizermos um exercício de gratidão tudo melhora. E mesmo que não melhore podemos curtir 2 ou 3 dias de tristeza, e depois voltarmos que nem uma fênix.

Não temos que ser perfeitas para sermos felizes, acho que hoje em dia existe imensa pressão para estarmos constantemente felizes e a exigir sempre alguma coisa de nós.

11. Onde te vês daqui a 5 anos?

[AR] Pode parecer falsa modéstia, mas é mesmo verdade, a única coisa que quero é ter um trabalho que me faça feliz e que me divirta.

O projeto de trabalho da minha vida, aquele que vai marcar para sempre o meu percurso profissional, ainda não chegou. Está parado à esquina, à espera que eu esteja preparada para o desafio. Não tenho pressa, tenho a certeza que vai chegar. Mas uma coisa eu sei, não vou estar sozinha nesse projeto, o que eu gosto é de trabalhar em equipa.

Mas enquanto esse projeto não chega tenho um plano bem traçado de todos os cursos e formações que vou fazer. Porque sei que para ser a profissional de excelência que eu quero ser ainda tenho um longo caminho pela frente. As minhas clientes merecem que eu me esforce para aprender cada vez mais e assim conseguir fazer um melhor serviço.

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With love, JL

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