Let's talk with // Carolina, Smile Stories


Conheci a Carolina há muito pouco tempo, quando estive a desenhar o projeto da querida Cristiana - a Agenda Somos todas Super Mulheres. A Carolina é a cara por de trás da Smile Stories e conta-nos, precisamente, histórias de uma forma natural e talentosa.

O sorriso que mostra nas fotografias representa tal e qual aquilo que ela é. Quando nos conhecemos pessoalmente este sorriso esteve também presente, junto de um abraço forte. E marcou-me...

Hoje conheçam a história desta mulher maravilhosa que "largou" uma carreira para se dedicar ao seu sonho.

1. A Carolina é...

[C] Uma sorridente açoreana, que teve a sorte de ter vindo à Vida com uma grande dose de energia, para poder fazer o seu caminho.

A minha avó materna era francesa, por isso quando me chamam “Caroline” sei que é alguém da família ou um amigo com quem convivi quando era pequenina. As minhas duas avós eram Super Mulheres, e são a minha fonte de inspiração. Poderia, aliás, dar toda uma entrevista a falar exclusivamente sobre cada uma delas.

Tive da minha Mãe, do meu Pai e dos meus dois irmãos os ensinamentos que precisei a cada momento. Estou-lhes eternamente grata. Eles são basilares na minha vida, e permitem-me estar certa de como quero construir a minha família: educar os meus dois filhos, sabendo que estamos todos em permanente crescimento e mudança, mas que o Amor é uma energia que ampara todas as oscilações da Vida. E entre as oscilações inesperadas da Vida e aquelas que eu própria vou provocando (como a recente mudança de vida profissional), vou construindo a minha história, cheia de histórias, pessoas e afectos.

2. Quando é que começa o teu dia?

[C] O meu dia começa às 7 horas, com um abraço dos meus filhos (sim, sim é um grande combustível logo pela fresca). Depois vamos todos preparar o pequeno almoço para a família, refeição que adoramos lá em casa. Fruta, ovos, pão e queijo acompanham o primeiro momento de convívio em família: conversamos sobre o nosso dia e o que cada um irá fazer. São 30 preciosos minutos da nossa manhã. Depois levo os miúdos à escola, e começa o dia de trabalho. Três vezes por semana, vou fazer a minha aula de yoga, num deck em madeira na praia, com o mar como cenário, e começo a trabalhar um pouco mais tarde, mas com uma dose extra de inspiração.

3. Como e quando é que surgiu esta paixão pelo vídeo?

[C] O vídeo faz parte da minha vida desde que me lembro de mim. O meu Pai, que era advogado, sempre teve câmara de vídeo e registava todos os nossos momentos em família. Vê-lo a filmar e estar horas a editar os filmes (na altura numa câmara Beta, onde se editava em botões minúsculos) faz parte das minhas memórias de infância. Daí a começar a fazer umas brincadeiras foi um salto. Sempre utilizei o vídeo como forma de contar as histórias vividas entre família e amigos. Filmar e editar foram sempre daqueles momentos em que não dava pelas horas a passar. Como continua a ser hoje, aliás!

3. E quando (e como...) é que surgiu a ideia de criar a Smile Stories?

[C] O nome “Smile Stories” surgiu antes de eu saber exactamente o que iria fazer no futuro. Sabia que queria contar histórias. Sabia que queria fazê-lo com vídeos. Mas como iria concretizar esses desejos foi algo que demorou tempo a chegar a mim. Foram cerca de 2 anos a amadurecer o conceito, a ter ideias, a voltar à escola para ter mais conhecimento, aprender novas ferramentas e a chegar à Smile Stories de hoje: um projecto que tem como objectivo perpetuar, em filmes, os momentos em que as pessoas sorriem. Contar as histórias das pessoas, dos momentos e dos projectos de cada um.

4. Sentes que o vídeo pode fazer diferença no sucesso de uma marca? De que forma?

[C] Não sinto. Acredito profundamente. Quando me dizem que o vídeo é o futuro, sou perentória: é o presente! O ritmo alucinante a que andamos todos os dias não nos deixa muito tempo para absorver informação. E a quantidade de informação que recebemos diariamente, reduz a nossa capacidade para apreender a mensagem. O vídeo é a formula ideal para comunicar de uma forma rápida, apelativa e ‘sem esforço’ para quem está a ver. Está demonstrado que, num vídeo promocional, tens que agarrar a audiência nos primeiros 5 segundos do filme. 5 segundos. Agora pára e conta 5 segundos. Vê a duração que parecem ter estes 5 segundos hoje em dia…

5. Para trabalhar: sozinha ou acompanhada?

[C] Nunca estou sozinha a trabalhar. Ou estou a filmar com outras pessoas ou estou a editar. E no trabalho de edição estou sempre acompanhada pelas pessoas que estou a ver no computador. Sim, é verdade. É como se elas estivessem ali comigo. Já me aconteceu ir na rua e cumprimentar efusivamente uma rapariga que disse que não me conhecia. E eu disse: claro que sim. Sou a Carolina e tu fizeste anos recentemente… e foi aí que me apercebi que tinha feito o vídeo surpresa que os amigos lhe ofereceram no aniversário. Ouvi-los a falar dela, fez com que eu tenha desenvolvido uma ligação ao ponto de achar que ela me conhecia. Portanto, respondendo: acompanhada. Sempre.

6. O que é que não te pode faltar num dia de gravações?

[C] A minha mochila com o material que necessitarei (preparada de véspera), tripé, roupa confortável, o vazio na barriga (por ter que captar momentos únicos) e um storyboard previamente desenhado, para assegurar que, no dia, recolhemos todas as imagens de que necessitamos para editar e obter o filme que todos esperam.

7. Em relação aos vídeos, qual a parte mais divertida para ti? Filmar ou editar e ver o que foi filmado?

[C] Filmar tem a magia de estares a captar momentos irrepetíveis, da dança entre mim e a câmara para registar a essência da mensagem, das pessoas, de recolher as imagens para construir uma história.

A edição é a minha forma de arte: sabes que, se deres os mesmos filmes e storyboard a duas pessoas, é impossível que elas editem dois vídeos iguais. A edição é um trabalho muito pessoal e com uma grande dose de subjectividade. E nesse trabalho está a individualidade do editor: a sua história, as suas experiências, o seu olhar sobre o mundo. E isso é mágico. Quando estou a editar sinto que estou a construir algo que durará para sempre. Também por isso coloco o enfoque da Smile Stories na captação de sorrisos. Para que eles sejam eternos.

8. Tendo criado o teu próprio negócio/marca, quais foram as tuas maiores dificuldades ou medos? E quais as maiores forças quando iniciaste esta jornada?

[C] O medo foi um grande desafio quando comecei a amadurecer a ideia do meu projecto. Medo de falhar. Medo de me decepcionar. Medo de me arrepender. Medo de perder a estabilidade financeira que tinha (trabalhava na banca há 17 anos). Medo de privar os meus filhos de algo que eles precisassem pela minha escolha. Medo do salto para o desconhecido.

Quando comecei a verbalizar estes medos com os amigos próximos (com quem tive longas e múltiplas conversas), percebi que o medo só tinha um efeito em mim: fazia-me parar. Ficar bloqueada. Congelar e adiar a minha decisão.

Se tirasse o factor medo da equação, era tudo tão claro: ía fazer o que gostava, e dedicar-me ao sonho de trabalhar apenas por prazer, o que faria de mim uma pessoa mais realizada, mais feliz.

Comecei a fazer um exercício regular: quando pensava no meu projecto, e o medo se intrometia nos meus pensamentos, tomava consciência dele e convidava-o a sair. Não precisava dele. Queria prosseguir.

Gradualmente o medo foi deixando de aparecer, até que desapareceu por completo. Demorou tempo, porque ele é teimoso. Mas eu consegui.

E foi aí que o caminho se iluminou. Parecia que alguém lá em cima tinha acendido uma lanterna gigante e me mostrava a direcção a seguir. E eu confiei nesse caminho. Sem saber exactamente o que dele fazia parte, mas acreditando que era por ali que eu tinha que ir.

9. Ainda falando sobre ter a nossa própria marca, o grande medo de muitas das pessoas é não conseguir clientes e, consequentemente, não tirar rendimento do seu trabalho. O que achas que foi fundamental para iniciar a tua jornada e para conseguir os teus primeiros clientes? Algumas dicas para quem quer iniciar uma jornada destas?

[C] Primeiro: Acreditar. Em nós e no Universo. Ele põe-te sempre onde e com quem precisas de estar. Se confiares nisso, é tudo muito mais fácil.

Segundo: dizer que sim aos desafios que te vão colocando.

Quando deixei o meu emprego na banca, e depois de ter terminado o meu curso em videografia e edição de filmes (que fiz na ETIC), começaram a pedir-me para fazer trabalhos em regime de voluntariado. Comecei a colaborar com a Vencer Autismo, com a Terra dos Sonhos, com a PWN Lisbon, projectos desenvolvidos por pessoas incrivelmente inspiradoras. Para além de ter tido a oportunidade de presenciar momentos mesmo especiais, fui apurando a minha técnica, fazendo o meu caminho de aprendizagem, e conhecendo pessoas. Muitas pessoas. E essas pessoas começaram a falar com outras e outras e foi assim que, gradualmente, começaram a aparecer os Clientes e os trabalhos remunerados.

10. Ter uma marca com as redes sociais activas e bem construídas é fundamental para o sucesso da nossa marca. Consideras que apostar nas redes sociais tem feito diferença no teu negócio? Qual delas acha que é o ponto forte na tua comunicação? (Instagram, Facebook, Pinterest, etc).

[C] Lancei a página de facebook da Smile Stories recentemente e devo dizer-te que estou impressionada com o poder das redes sociais. Até lá usava apenas a título pessoal, e, devo confessar, de uma forma pouco assídua. Desde que lancei a página, que os pedidos de propostas de trabalho dispararam. Mas há um factor muito importante: depois de te lançares nas redes sociais, tens que estar lá. Com grande assiduidade. Tens que dar a conhecer o teu projecto, mostrar o que andas a fazer, para que as pessoas se lembrem de ti quando precisarem de um trabalho na tua área. É assim com o Facebook, com o Linkedin e com o Instagram, plataformas em que estou presente e onde publico assiduamente. E isso dá trabalho. Ao início sentia uma certa pressão para publicar, mas agora já integrei essa tarefa na minha rotina diária. É a parte do meu dia em que ponho o chapéu de Directora Comercial e de Marketing da Smile Stories.

11. O que é que a tua marca te trouxe de melhor?

[C] A Smile Stories permitiu-me estar em sintonia comigo, com a minha essência. Desde que me conheço que me dizem que o meu sorriso é a minha característica mais marcante. A Smile Stories é o espelho disso. Não trabalho menos horas do que trabalhava antes, mas já não sinto stress. Os meus dias são embalados pelo meu trabalho, sempre acompanhados de uma paz interior, que nem consigo explicar bem: é como se as batidas do meu coração fossem sempre regulares, e mesmo quando ele acelera, fá-lo sempre ao ritmo da mesma música.

12. Onde te imaginas daqui a 5 anos?

[C]Não faço muitos planos para o futuro. Os momentos mais marcantes da minha Vida vieram sem aviso. Percebi que controlamos muito pouco do que aí vem. Aprendi a filosofia do ‘Let it go’ com a minha professora de Yoga. E pratico-a diariamente.

Agarro as oportunidades que a Vida me trás com unhas e dentes. Mas não me agarro ao que pode vir a acontecer. Vivo o presente (e que Presente!). Confio no Universo para me trazer o que preciso a cada momento para o meu crescimento pessoal. Aliás, confio mais no Universo do que em mim para isso (sorriso).

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With love, JL

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