Let's talk with // Lia, Trinca


Sou uma fã de granola. Uso em tudo (bowls, crepes, crepiocas, iogurtes...) mas confesso que nem sempre é fácil encontrar uma que seja 100% saudável e igualmente deliciosa. Mas a da Trica é, acreditem! Tão mas tão boa e cheia de ingredientes biológicos e bons para a nossa saúde.

Convidei a Lia para fazer parte das entrevistas de 2ª Feira e é com ela que hoje venho falar. Ora vejam:

1. Fala-nos um pouco da Lia.. [LF]: Lia Fernandes, 35 anos (completo-os amanhã), designer gráfica de formação. Fundadora da Trinca, uma marca de snacks biológicos e sem glúten, mãe de duas crianças amorosas e mulher de um super-herói disfarçado que apoia (quase) todas as minhas ideias loucas.

Nasci em Lisboa mas mudei-me em pequenina para Santo André, perto da praia, onde vivi até aos 18 anos. Estudei em Tomar e trabalhei 7 anos como designer de calçado, chegando a directora criativa por alguns anos. A certa altura, deixei de adorar o que fazia... e nasceu a Trinca! Desde os 16 anos que tenho a alimentação como paixão e devoro livros e revistas de culinária desde que me conheço como gente. Filha de uma mãe e avó cozinheiras, sempre vivi rodeada de receitas e ingredientes invulgares numa casa portuguesa comum. Sempre houve massa de pizza feita em casa e era normal comer quiche ao almoço e caril de vegetais ao jantar (coisa estranha há 25 anos atrás). A comida, sempre foi assunto de interesse em minha casa. Fui vegetariana 6 anos, voltei a comer de tudo e depois fiz dieta paleolítica. Sei que o meu caminho passa pela comida real feita com ingredientes de verdade, o resto é uma aprendizagem constante.

2. Quando e quando é que começa o teu dia?

[LF]: O meu dia nunca começa muito cedo. Geralmente acordo por volta das 7.45, um pouco antes das crianças e aproveito aqueles minutos de silêncio matinais para preparar o pequeno-almoço, as lancheiras para a escola e dar conta de algumas rotinas da casa. Não posso dizer que seja organizada e às vezes gostava de ser um pouco mais... mas a verdade é que as rotinas também me aborrecem.

3. Como surgiu a ideia de criar a Trinca?

Quem começou a Trinca foi o meu primeiro filho. Nasceu prematuro, com alguns problemas de pele e achei que os conseguiríamos resolver com a alimentação. Quando começou a comer, a nossa maior dificuldade eram os snacks e evitar a habitual bolachinha que é muito frequente dar-se às crianças. Muitas coisas passaram a fazer parte da nossa dispensa graças a muita experimentação na cozinha. Granola era uma delas... e o que começou como um hobbie, um anti-stress de fim-de-semana, rapidamente se tornou numa marca. Ah! E o petiz já só dá sinais de eczema nas férias, quando o deixamos cometer uns pecados.

4. Na cozinha: dois pares de mãos ajudam ou atrapalham?

[LF]: As duas coisas... Gosto imenso de conversar por isso no dia a dia, gosto de companhia junto ao fogão. Para cozinhar para muita gente ou testar receitas, prefiro ficar sozinha.

5. O que é que não pode faltar na tua mesa de trabalho?

[LF]: Digo isto a medo mas deve ser caos... Dado que estou sempre rodeada dele. Mas faz-me imensa falta ter ao tablet ao lado (onde organizo todo o meu trabalho), papel e lápis. 6. Consegues eleger qual é a sua receita/produto favorito?

[LF]: De momento, estou a adorar a nossa nova granola de cacau e framboesa. As receitas lá em casa raramente são cumpridas à risca. Escrevo-as mas quando as torno a fazer tenho sempre que inventar um bocadinho.

7. A granola da Trinca é simplesmente deliciosa. Qual é o segredo para manterem um produto em destaque no mercado, no meio de tanta concorrência?

[LF]: Obrigada! Acho que o segredo é mesmo não ter segredos... Quando começámos a marca não planeamos que seria mesmo uma marca. O objectivo sempre foi criar um ambiente de trabalho saudável para todos, onde as pessoas viessem em primeiro lugar (os nossos colegas e os nossos clientes). Ao mesmo tempo, produzimos coisas deliciosas e bonitas de se ver também. O resto veio por acréscimo.

8. O que é que a tua marca lhe trouxe de melhor?

[LF]: Começar a gostar muito de pessoas. Quando te entregas de corpo e alma a um assunto, o retorno é enorme. E isso sabe mesmo bem.

9. Onde é que te inspiras para criar novos sabores para a Trinca?

[LF]: Em muitas coisas... como adoro cozinhar e comer, acontece fazer qualquer coisa em casa e dar-me conta de que a combinação de sabores é óptima para uma granola. Com a de maçã e passas foi a granola do livro da Iara (Iara Rodrigues, "Emagreça sem fome") cruzada com as sobremesas do Natal. Gengibre e limão era o sabor de umas bolachas que comprei no Algarve. Além das memórias acumuladas... chega uma altura que já nem sabes bem de onde vêm as ideias. 10. Partilha connosco quais os teus maiores medos durante esta tua jornada. E quais as maiores forças?

[LF]: Nunca tive grandes medos... acho que felizmente sou muito optimista e estou rodeada de gente positiva que me dará forças para ultrapassar o que vier. Os medos são mais de não saber medir as decisões e dar passos demasiado grandes. Talvez por essa razão, tenhamos sempre tido um crescimento muito ponderado. As forças são mais que muitas e essa sim, é das maiores razões pelas quais os medos são tão pequeninos. Principalmente o apoio familiar, apesar de não ser uma resposta muito original... Sinto que as pessoas acreditam nas minhas capacidades e isso também me levou a acreditar que sou capaz. Não deve haver maior força que essa.

11. Onde te imaginas daqui a 5 anos?

[LF]: Confesso que não sou de fazer grandes planos. Sinto que a Trinca veio para ficar e que devo inventar mais qualquer coisa entretanto. O quê, ainda não sei. :)

Obrigada querida Lia, por palavras simpáticas e por nos encheres a barriga com granola deliciosa!

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With love, JL

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